Você sabia que uma boa faca pode fazer o frigorífico economizar?


Corte preciso e economia

Os frigoríficos estão sempre em busca da otimização dos processos e redução dos custos, com cortes mais rápidos (facas e serras) e limpos (com menor desperdício de carne). Existe no mercado uma gama de empresas fornecedoras desses utensílios buscando continuamente melhorias nos produtos, disputando a melhor matéria-prima e as últimas tecnologias no processo de fabricação.

No entanto, o foco do frigorífico não é apenas escolher um produto mais barato, explica Felipe Teixeira, gerente de produtos da Starrett, “mas, sim, um acessório que lhe permita cortar um número maior de peças, com vida útil superior e com tempos reduzidos, proporcionando melhorias em seu processo, reduzindo todo o seu tempo de operação, otimizando mão de obra e equipamentos para produzir mais”.

No frigorífico Friuna, que trabalha com abate e desossa de bovinos e suínos, cerca de 100 funcionários trabalham com facas e cada um tem três unidades para a realização da troca, totalizando 300 facas. Segundo o médico veterinário do Friuna, Rafael Bortolotto, o tempo médio de utilização das facas fica em torno de 3 a 4 meses. “Possuímos central de Esterilização de Facas e utensílios na planta, onde é realizada a troca das facas e chairas a cada duas horas. Nas trocas, as facas são higienizadas, afiadas e esterilizadas”, explica.

Quais os tipos de cortes?

- Desossa;

- Refile de mesa;

- Refile aéreo;

- Evisceração;

- Cutelo.

Do que são feitas?

O ideal é que na sua composição as facas sejam desenvolvidas com aço inoxidável, cabos ergonômicos e injetados com polipropileno, acabamento polido da lâmina e ângulo de afiação que permite cortes com mais impacto. Bortolotto, do Friuna, explica que o SIF exige que o material seja atóxico, de fácil limpeza, com número de identificação (CA) e cores diferenciadas para melhor controle de troca.

Outro ponto importante é o alto índice de durabilidade e, como diz Felipe Teixeira, da Starrett, é imprescindível que haja essa identificação gravada a laser na lâmina, para garantir a procedência e a rastreabilidade. “Algumas empresas trabalham com um terço a menos de rugosidade, como é o caso da Starrett, do que outros tipos disponíveis no mercado, o que garante cortes mais suaves, e proteção antimicrobiana nos cabos, evitando a proliferação de bactérias”.

Mas o importante não é só a lâmina?

Não, os cabos das facas são desenvolvidos para melhorar a produtividade e o conforto dentro dos frigoríficos e recebem proteção antimicrobiana para não proliferar bactérias. Fatores como esforço físico, posição de trabalho, superfícies inadequadas, fadiga, monotonia e trabalhos repetitivos causam danos à saúde, além de aumentar os riscos de acidente e de comprometer a produtividade e a qualidade do trabalho.

Faca também tem certificado

Os modelos utilizados têm que ser certificados pela National Sanitation Foundation (Fundação Nacional de Vigilância Sanitária), uma organização internacional reconhecida, que desenvolve normas específicas para a saúde pública e a proteção do meio ambiente.