Discos Starrett. Alta performance. Excelente rendimento.
Discos Abrasivos de Corte

São ferramentas abrasivas utilizadas para o corte de diversos tipos de materiais ferrosos como aço, ferro fundido, em forma de barras, tubos, placas, chapas e perfis. Comparado com serras de aço, o corte com discos abrasivos é tanto mais vantajoso, quanto mais duros e tenazes forem os materiais. Podem ser utilizados em máquinas portáteis ou estacionárias.

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os discos de
desbaste são
ferramentas
que devem ser
manipuladas
com precaução.

MÁQUINAS PORTÁTEIS

Também conhecidas como máquinas manuais, são utilizadas com discos de até 230mm / 9” de diâmetro e podem ser elétricas ou pneumáticas. Estas máquinas exigem que o operador tenha muita atenção e firmeza durante a operação para evitar flexão e quebra do disco.

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Estas máquinas
usam em geral
discos de
Ø250mm a Ø450mm
MÁQUINAS ESTACIONÁRIOS CUT-OFF

O disco é montado sobre um eixo e este, por sua vez, forma parte de um braço oscilante sobre o qual se atua para que o disco avance sobre a peça. Normalmente são máquinas de acionamento manual, porém em alguns casos o braço é acionado hidraulicamente. Alcançam capacidade de corte de aproximadamente 50mm de diâmetro em barras maciças e 100mm em tubos. Para maiores diâmetros são aconselháveis outros tipos de máquinas. Estas máquinas usam em geral discos de Ø250mm a Ø450mm.

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equipado com um
mecanismo que
produz um movimento
oscilante ao disco
MÁQUINAS ESTACIONÁRIOS OSCILANTE

Este tipo de máquina está equipada com um mecanismo que produz um movimento oscilante ao disco. Com isto se consegue reduzir o arco de contato e ampliar o corte de maiores secções, com um menor diâmetro de disco.
Estas máquinas são equipadas com disco de 350 a 850mm de diâmetro e com elas é possível cortar barras de até 300mm de espessura.

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Nestas máquinas
o disco e a peça
deslizam
horizontalmente
MÁQUINAS ESTACIONÁRIOS HORIZONTAL

Nestas máquinas o disco e a peça deslizam horizontalmente. Existem também máquinas de disco móvel e disco fixo, nas quais a peça a cortar permanece, respectivamente, fixa ou móvel. As máquinas de disco móvel são geralmente de grande capacidade, empregando disco de 800mm de diâmetro e são usadas para o corte de chapas, barras e grandes perfis. Já as de disco fixo são de pequena capacidade, usam disco de 300 ou 350mm de diâmetro e são empregadas para o corte de pequenas secções de material não metálico.


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Nestas máquinas,
a peça gira como
numa retificadora
cilíndrica
MÁQUINAS ESTACIONÁRIOS ROTATIVAS

Nestas máquinas, a peça gira como numa retificadora cilíndrica. Com ela é possível cortar, com disco de diâmetro pequeno, peças de grande diâmetro ou tubos de grandes dimensões, já que o disco só tem que efetuar a metade do percurso para conseguir o corte; são usadas para cortar sólido ou tubos de até 550mm de diâmetro.


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SELEÇÃO DE DISCOS

A seleção do disco apropriado deve ser determinada de acordo com os seguintes fatores:

- Tipo de material a cortar:
Como regra geral, os discos duros ou de grãos grossos são utilizados para o corte de materiais macios, já para materiais duros usamos discos moles ou de grãos mais finos. Normalmente, utilizam-se discos fabricados em óxido de alumínio para materiais de alta resistência à tração (aços e suas ligas) e discos fabricados em carbeto de silício em materiais de baixa resistência à tração (ferro fundido cinzento e materiais não ferrosos ou não metálicos).

- Secção de corte:
Quando consideramos o tipo de disco a utilizar para uma determinada secção de corte, devemos lembrar que o importante é o comprimento do arco de contato entre a peça e o disco, por ser o que determina o comprimento do cavaco produzido. Os cavacos grandes obstruem o caminho dos grãos abrasivos na periferia do disco e reduzem a ação de corte.
Existe uma considerável diferença entre cortar peças de “paredes finas” e “peças sólidas”, no que diz respeito à ação do disco. A mais importante influência é, como já vimos, o arco de contato que se desenvolve entre o disco e a peça, à medida que se realiza o corte. Isto é particularmente evidente quando se usa uma máquina de corte reto, que é o tipo mais comum de equipamento empregado, especialmente quando se cortam peças pequenas.


O arco de contato para tubos é muito menor que para material sólido, sendo ambos do mesmo diâmetro. Devido ao fato de que a pressão unitária entre o disco e a peça difere notadamente entre peças de paredes finas (delgadas) e peças sólidas, os requisitos dos discos também devem diferir.
À medida que a espessura da parede diminui, a pressão unitária aumenta. Esta ação, na realidade, acarreta o desprendimento prematuro dos grãos abrasivos da face do disco antes de haverem sido completamente utilizados, acelerando o seu desgaste. A fim de resistir a estas condições devemos utilizar discos de durezas altas.
Inversamente, em peças de paredes mais grossas, onde o arco de contato aumenta, a pressão unitária resultante será mais baixa entre o disco e a peça trabalhada. Neste caso, é necessário um disco de corte mais livre, exigindo o uso de discos de durezas mais baixas.

- Acabamento desejado:
Numa operação de corte, o acabamento está relacionado ao nível de rebarbas geradas na peça trabalhada. Tanto a seleção do tamanho do grão como o grau de dureza do disco, tem um significativo efeito sobre o nível de rebarba, pois os mesmos, de algum modo, determinam as características de corte livre do disco, que por sua vez afeta o calor gerado antes que seja completado o corte. Quanto mais alto é o nível da temperatura, mais rebarba pode esperar-se.
A espessura do disco é igualmente importante, pois pode também afetar a quantidade de calor gerado. Em geral, quanto mais fino é o disco, menos rebarba se produz devido, principalmente, à existência de menor quantidade de material a remover por corte e consequëntemente, menos geração de calor.

A perpendicularidade do corte é também um assunto de valor relevante, sendo alguns requisitos muito mais críticos que outros. Deflexão é um termo que descreve a falta de perpendicularidade e pode ainda referir-se aos cortes curvos (A), aos cortes que não são perpendiculares ao eixo da peça (B) ou, em alguns casos, à combinação dos dois. Novamente a “liberdade de corte” é um fator a considerar, pois os discos de corte mais livres tendem a fazer um corte sem deflexão.
A espessura do disco também influi na perpendicularidade do corte. A rigidez do disco deve ser tal que produza pouquíssima ou nenhuma deflexão durante o corte. Evidentemente, os discos de maior espessura oferecem menos possibilidade de deflexão, porém especificações de corte livre permitem o uso de discos mais finos, sem deflexão. Deste modo, tanto a espessura como a composição do disco contribuem para a necessária rigidez durante a operação e devem ser considerados em conjunto. No entanto, à medida que os requisitos de acabamento são menos críticos, aconselha-se o uso de discos mais duráveis (grãos mais grossos ou durezas mais elevadas).

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PROBLEMAS

Existem fatores adversos que contribuem para prejudicar o desempenho do disco afetando diretamente o seu comportamento. Entretanto, com simples observações, é possível identificar problemas durante a operação, definir sua provável causa e alternativas de solução.

PROBLEMAS - CONDIÇÃO NORMAL

Redonda:
Face de trabalho normal quando cortando peças sólidas;

Plana:
Face normal de trabalho quando cortando peças sólidas e mistas (tubos ou cordoalhas de concreto estrutural);

Côncava:
Face normal de trabalho quando cortando tubos ou secções finas.

PROBLEMAS - CONDIÇÃO ANORMAL

Pontiaguda:
Indica disco muito duro. Pode provocar queima ou quebra de disco;

Chanfrada:
Aplicação incorreta de refrigerante em operações a úmido. Peça obra mal fixada;

Vidrada:
Velocidade de corte muito baixa;
Face de corte não está se renovando. Abrasivo arredondado, não expondo novas arestas. Disco com especificação incorreta. “Muito duro”.



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